Embalagem: Por que razão a embalagem faz parte da comunicação da marca
Na prateleira ou na embalagem, a apresentação é frequentemente o último momento em que uma marca ainda pode influenciar a decisão de compra. A embalagem é, por isso, muito mais do que uma caixa protetora; é uma parte visível da perceção da marca, que foi construída ao longo dos anos e que, na prateleira, se confirma ou se refuta em questão de segundos.
Quais são as funções da embalagem
A embalagem tem de cumprir várias funções ao mesmo tempo: protege fisicamente o produto, fornece informações sobre o conteúdo e a utilização, destaca-se nas prateleiras face à concorrência e transmite os valores da marca através dos materiais, das cores e do toque.
A partir de projetos com mercadorias sensíveis: uma entrega danificada custa muitas vezes mais confiança do que material de embalagem que custe alguns cêntimos a mais – em caso de dúvida, é melhor prever um pouco mais de proteção do que poupar no lugar errado.
Uma boa embalagem consegue satisfazer todos estes requisitos sem que uma função prejudique a outra, como acontece, por exemplo, quando um material especialmente protetor torna a abertura desnecessariamente complicada. É precisamente no caso de produtos sensíveis ou de preço elevado que se torna evidente a estreita relação entre a função de proteção e a experiência da marca: uma embalagem danificada prejudica frequentemente mais a confiança na marca do que um preço de venda ligeiramente mais elevado teria prejudicado, preço esse que teria permitido utilizar materiais de melhor qualidade.
- Proteção, informação, diferenciação, valores da marca
- As funções não devem atrasar-se umas às outras
- Particularmente importante no caso de produtos de preço elevado
- Os danos causam prejuízos maiores do que os custos adicionais
Fatores que caracterizam uma boa embalagem
- Fácil de reconhecer à distância e na prateleira
- Informações claras sobre o conteúdo e a utilização
- A escolha dos materiais está em consonância com o posicionamento da marca
- Praticabilidade no transporte, armazenamento e colocação nas prateleiras
- A sustentabilidade como fator cada vez mais relevante na decisão de compra
- A experiência de desembalar fica na memória como algo positivo
A sustentabilidade como fator cada vez mais importante
Cada vez mais clientes prestam atenção de forma consciente aos materiais de embalagem, à reciclabilidade e à quantidade de embalagens secundárias desnecessárias. As marcas que agem de forma credível nesta área, em vez de se limitarem a fazer publicidade com cores verdes ou termos vagos, ganham cada vez mais confiança. Ao mesmo tempo, a sustentabilidade não pode comprometer a função de proteção nem a experiência da marca, razão pela qual as decisões relativas às embalagens têm frequentemente de encontrar um equilíbrio entre vários requisitos legítimos.
- Ter em conta a reciclabilidade e a composição dos materiais
- Agir de forma credível, em vez de apenas aparentar ser ecológico
- Equilibrar a sustentabilidade e a função de proteção
A embalagem como prolongamento da identidade da marca
A embalagem só é convincente se estiver em sintonia com a identidade corporativa global. Uma marca que se posiciona como de alta qualidade, mas que é embalada em embalagens simples e em massa, cria uma contradição que os clientes registam inconscientemente. Por outro lado, uma embalagem bem concebida pode também transmitir uma imagem de alta qualidade, mesmo no caso de produtos relativamente simples.
- A embalagem tem de estar em sintonia com a identidade da marca
- As contradições são registadas inconscientemente
- Um produto simples pode transmitir uma imagem de alta qualidade
A experiência de desembalar como um momento próprio da marca
Especialmente no comércio eletrónico, a abertura de uma encomenda tornou-se um momento de marca por si só, que é frequentemente partilhado nas redes sociais. Pequenos detalhes, como um cartão de agradecimento personalizado, uma embalagem interior bem pensada ou uma sensação agradável ao abrir a embalagem, costumam ter um custo reduzido, mas têm um impacto desproporcionalmente forte na perceção da marca, porque ocorrem num momento em que os clientes já se encontram com uma atitude positiva.
- A abertura é frequentemente um momento marcante partilhado
- Um cartão de agradecimento pessoal como um pequeno gesto
- A agradável sensação de abertura tem um efeito desproporcionalmente grande

Embalagem no setor do retalho
É especialmente no caso das marcas próprias que se torna evidente o quanto a embalagem influencia a perceção de um produto, tal como fica claro pela forma como a marca própria é posicionada no comércio. Muitas vezes, é apenas a embalagem que determina se um produto é percebido como equivalente ou como uma alternativa mais económica em comparação com marcas conhecidas. A embalagem é, portanto, um elemento estratégico que vai muito além da mera estética. Quem integra a embalagem numa fase inicial do desenvolvimento do produto, em vez de a tratar apenas como uma formalidade pouco antes do lançamento, evita também correções dispendiosas, caso se verifique, por exemplo, que a espessura do material escolhida não é viável do ponto de vista logístico ou que simplesmente não há espaço na embalagem para cumprir os requisitos legais de rotulagem. Esta coordenação precoce entre o desenvolvimento do produto, o design e a logística determina frequentemente se a embalagem acaba por apresentar uma imagem global coerente ou se parece um compromisso acrescentado à última da hora.
- As marcas próprias beneficiam significativamente da embalagem
- Envolver desde o início no desenvolvimento do produto
- Ter em conta a logística e os requisitos de rotulagem
- As adaptações de última hora saem caras




















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