Escolha do papel na impressão: tipos, gramagem, superfície
O impacto de um produto impresso não se deve apenas ao design e à cor, mas também, de forma palpável, ao próprio papel. A importância desta escolha na imagem global já é sugerida no artigo
Tipos de papel e as suas características
Em geral, distingue-se entre papel revestido e papel não revestido. O papel revestido possui um revestimento liso que confere maior brilho às cores e realça os contrastes, enquanto o papel não revestido apresenta um aspeto mais mate e natural, mas reproduz as cores de forma um pouco mais apagada.
Tenha cuidado ao utilizar papel natural para imagens fotorrealistas: a superfície rugosa absorve mais tinta, o que faz com que as fotografias fiquem rapidamente desbotadas e com pouco contraste, independentemente da qualidade de impressão.
Além disso, existem papéis especiais, como o papel reciclado, os papéis naturais texturizados ou o cartão para embalagens. Cada tipo transmite uma imagem própria, desde a sustentabilidade e a simplicidade até ao requinte e à alta qualidade, pelo que a escolha deve sempre estar em sintonia com a mensagem da marca, tal como determina a identidade corporativa da mesma.
- Aplicado com pinceladas para obter cores intensas
- Sem revestimento, para um efeito mate e natural
- Papel reciclado para um impacto sustentável
- Papel texturado e papel natural para uma sensação tátil
Classificar corretamente a gramatura
A gramagem descreve o peso por unidade de área de um papel em gramas por metro quadrado e influencia tanto o toque como a estabilidade. Os papéis leves, com gramagens entre 80 e 100 gramas, são adequados para as páginas interiores de brochuras ou folhetos em grandes tiragens, enquanto as capas, os cartões de visita ou os convites com 250 gramas ou mais beneficiam de uma gramatura mais elevada, para que transmitam uma sensação de qualidade e mantenham a sua forma. Tal como descrito nos materiais impressos corporativos, muitas brochuras combinam deliberadamente gramagens diferentes para a capa e o interior.
- 80 a 100 gramas para as páginas interiores
- 250 gramas a mais para cartões de visita
- A capa é muitas vezes mais pesada do que o interior
- Uma tiragem elevada favorece a utilização de papel mais leve
Superfície, acabamento e impacto da marca
Para além do tipo de papel e do peso, o acabamento da superfície é determinante na forma como um produto impresso é percebido. A laminação brilhante confere um aspeto moderno e cores intensas, enquanto o acabamento mate transmite uma sensação de discrição e elegância; por sua vez, os revestimentos «soft-touch» proporcionam ainda um toque aveludado. Estes detalhes assumem especial importância nos casos em que a impressão faz parte de uma
- O brilho confere um aspeto moderno e intensifica as cores
- O acabamento mate transmite uma sensação de discrição e elegância
- Soft-Touch para um toque especial
- É importante manter a consistência em todos os materiais impressos
- Esclarecer atempadamente a escolha do papel com a gráfica
Escolha do papel de acordo com a finalidade de utilização
Para além da variedade, da gramagem e da superfície, a finalidade concreta também desempenha um papel importante na escolha do papel. Um folheto distribuído em grande quantidade beneficia de um papel mais leve e económico, enquanto um convite de edição limitada ou um relatório anual ganha mais valor com um papel de alta qualidade, mais pesado e com um toque especial. As condições climáticas também podem ser relevantes: o papel que fica exposto ao ar livre ou a ambientes húmidos deve ser revestido adequadamente ou ser de um tipo particularmente resistente, para que não fique ondulado ou com mau aspeto prematuramente. Para quem produz regularmente diversos materiais impressos, vale a pena acordar com a gráfica padrões fixos de papel para os formatos mais importantes, de modo a manter a consistência dos resultados de cor ao longo de vários trabalhos.
- Uma tiragem elevada favorece a utilização de papel económico
- Os materiais impressos representativos exigem um toque de alta qualidade
- A utilização no exterior requer um revestimento resistente
- Normas fixas relativas ao papel garantem a consistência

Escolha do papel: erros frequentes na prática
Um erro recorrente é a escolha do papel baseando-se apenas na amostra apresentada no ecrã ou na fotografia do catálogo, sem ter tido o material real nas mãos previamente. A cor, a gramagem e a superfície apresentam-se frequentemente de forma diferente sob a luz de estúdio do que no próprio escritório ou nas instalações do cliente. Além disso, a suposição de que um papel que deu bons resultados num projeto se adapta automaticamente a qualquer outro formato conduz regularmente a desilusões, uma vez que a gramagem e a rigidez têm efeitos diferentes em formatos muito grandes ou muito pequenos.
Quem pretenda fazer tiragens maiores deve, por isso, solicitar sempre uma amostra real em papel à gráfica antes de aprovar a encomenda final.
- Nunca avalie um texto apenas com base no que vê no ecrã
- Não se deve aplicar cegamente o que já foi comprovado
- Solicitar amostras reais antes da produção em grande escala
- Pensar no formato e na gramagem em conjunto
O papel em interação com outros meios impressos
Quem escolhe papel para um projeto específico deve ter também em conta o contexto em que o produto impresso será posteriormente utilizado. Uma brochura que esteja exposta num stand de feira ao lado de roll-ups e banners, tal como descrito no artigo sobre
Também num contexto mais alargado, em relação a outros meios de comunicação impressos, vale a pena apostar na consistência: quem utiliza qualidades de papel semelhantes ao longo de várias campanhas cria uma sensação tátil reconhecível, que os clientes associam inconscientemente à marca.
- Ter em conta o contexto do produto impresso
- Destacar conscientemente a sensação tátil do ambiente circundante
- Qualidade do papel consistente em todas as campanhas
- Um toque reconhecível como característica da marca





















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